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3 RELANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS DA VERSÁTIL: “LUDWIG”, “ONDAS DO DESTINO” E “BALZAC”

PARA O MÊS DE ABRIL, A DISTRIBUIDORA TRAZ UMA PRODUÇÃO SUNTUOSA DO GRANDE LUCHINO VISCONTI, UM DOS PRIMEIROS SUCESSOS DE LARS VON TRIER – INDICADO AO OSCAR DE MELHOR ATRIZ – E UMA MINISSÉRIE COM GÉRARD DEPARDIEU.

LUDWIG

Indicado ao Oscar de melhor figurino em 1974, o filme é um épico deslumbrante sobre Ludwig II (1845-1886), último rei bávaro, responsável pela criação de alguns dos mais belos castelos da Europa, como o deslumbrante Neuschwanstein.

Com ritmo lento e a atenção aos detalhes típica do mestre Luchino Visconti, “Ludwig” narra a intimidade do rei (na pele de Helmut Berger), sua amizade com o compositor Richard Wagner (Trevor Howard), do qual foi mecenas, e a relação com a prima Sissi, interpretada por uma radiante Romy Schneider. Esse trabalho integra a Trilogia Tedesca do cineasta italiano, completada por “Os Deuses Malditos” (1969) e “Morte em Veneza” (1971).

DVD duplo com a versão completa, restaurada e remasterizada no formato widescreen anamórfico, com mais de quatro horas de duração, conforme o desejo de Visconti.

EXTRAS:

DISCO 1

* Biografia de Ludwig. Texto em português.
* Galeria de fotos & imagens. 46 imagens.
* Os castelos de Ludwig:
– Vídeo sobre Ludwig e seus castelos (17′). Áudio: português. Sem legendas.
– Visite a Baviera. Informações sobre o Centro de Turismo Alemão. Texto em português.
– Neuschwanstein. Galeria de fotos. Texto introdutório em português.
– Herrenchiemsee. Galeria de fotos. Texto introdutório em português.
– Linderhof. Galeria de fotos. Texto introdutório em português.
* Ludwig & Richard Wagner:
– Depoimento de João Marcos Coelho (crítico de música) (6′). Áudio: português.
– Uma amizade polêmica. Texto em português.
– Biografia de Richard Wagner. Texto em português.
– Galeria de imagens
* Atores e personagens. Galeria de imagens comparativas.

Visconti em um dos sets do filme, em Cinecittà (Roma, Itália)

DISCO 2

* Ludwig e sua restauração (23′). Áudio: italiano. Legenda: português.
* Homenagem a Visconti (3′). Sem diálogos.
* Entrevistas com membros da equipe de Ludwig:
– Enrico Medioli (8′). Áudio: italiano. Legenda: português.
– Piero Tosi (8′). Áudio: italiano. Legenda: português.
– Umberto Orsini (12′). Áudio: italiano. Legenda: português.
– Mario Chiari (3′). Áudio: italiano. Legenda: português.
* Apresentação de Luiz Carlos Merten (crítico de cinema) (3′). Áudio: português.
* A Trilogia Alemã (8′). Trecho do documentário Luchino Visconti, de Carlo Lizzani. Áudio: italiano. Legenda: português.
* As fontes pictóricas de Ludwig:
– Depoimento de Antonio Gonçalves Filho (crítico de arte) (6′). Áudio: português.
– Galeria de quadros. O diálogo da pintura de Friedrich. Texto introdutório em português.
* Sobre a produção:
– As diferentes versões. Texto em português.
– Uma palavra de Visconti. Texto em português.
* Vida e obra de Visconti. Texto em português.
* Fortuna crítica. Texto em português.
* Galeria de fotos e pôsteres:
– Fotos de cena por Mario Tursi (4′).
– Fotos dos bastidores
– Pôsteres
* O elenco: Helmut Berger, Trevor Howard, Romy Schneider, Silvana Mangano, Helmut Grien. Texto em português.

ONDAS DO DESTINO

Um dos primeiros sucessos internacionais do polêmico diretor dinamarquês Lars von Trier (“Ninfomaníaca”). Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Emily Watson, por sua atuação espetacular), esse cult-movie é apresentado com quase uma hora de extras, incluindo cenas inéditas e entrevistas.

Em um vilarejo no interior da Escócia, a jovem Bess (Watson) se apaixona perdidamente por Jan (Stellan Skarsgård), funcionário de uma plataforma de petróleo. Infelizmente, ele sofre um acidente que o deixa incapacitado para o resto da vida. Nesta condição, ele pressiona a mulher a procurar amantes e lhe contar detalhes de suas relações. Começa o sacrifício da protagonista, que entra em choque com a hipocrisia da comunidade local.

Dialogando com “A Paixão de Joana d’Arc” (1928), a obra-prima de seu conterrâneo Carl Theodor Dreyer, von Trier realiza um contundente drama moral sobre o amor, o sofrimento e a bondade. Sem dúvida, um dos filmes seminais dos anos 1990.

CURIOSIDADE: Com canções de Leonard Cohen, Elton John, David Bowie e Roxy Music, entre outros, o filme marca a estreia da atriz inglesa Emily Watson no cinema. Helena Bonham Carter era a escolha inicial para o papel, mas recusou em razão do conteúdo sexual da história.

EXTRAS:

* Cenas cortadas
* Lars apresenta o filme em Cannes
* Teste da atriz Emily Watson
* Entrevista com Adrian Rawlins
* Trecho de documentário sobre Lars von Trier
* Trailers

BALZAC

DVD duplo com a versão integral da minissérie europeia sobre a vida e a obra do grande escritor francês Honoré de Balzac (1799 – 1850), autor de “Pai Goriot”, “Eugênia Grandet”, “As Ilusões Perdidas”, entre outras obras-primas da Literatura Universal. Uma produção magnífica com grande elenco, incluindo Gérard Depardieu, Jeanne Moreau, Virna Lisi e Fanny Ardant.

A série acompanha a apaixonante vida de Balzac da infância até os seus últimos dias, mostrando a criação da monumental “A Comédia Humana” e de suas principais obras, a grande fama que conquistou na França e na Europa, seus muitos amores, seu relacionamento com a mãe e os vários escândalos nos quais se envolveu.

 

EM EDIÇÕES ESPECIAIS, O CULT “MONSTROS”, E “NELL”, COM JODIE FOSTER INDICADA AO OSCAR

DO MESMO DIRETOR DO CLÁSSICO “DRÁCULA” DE 1931, “MONSTROS” – OU “FREAKS”, NO ORIGINAL” – JÁ FOI PROIBIDO EM DIVERSOS PAÍSES. JÁ O DRAMA “NELL” TEM COMO PONTO ALTO A ATUAÇÃO EMOCIONANTE DE JODIE FOSTER. OS DOIS FILMES ESTÃO DISPONÍVEIS EM DVD NA 2001 COM EXTRAS MAIS CARDS.

MONSTROS – EDIÇÃO DEFINITIVA

Um ano após a realização de “Drácula“, Tod Browning chocou o público com este perturbador trabalho estrelado por personagens reais, vindos do circo de aberrações. O executivo Irving Thalberg, que apostou na produção, ordenou a redução da metragem após reações negativas do público.

Mesmo cortado, “Monstros” teve sua exibição proibida em alguns países e em várias cidades americanas. O filme circulou pelos Estados Unidos em apresentações fora do circuito comercial, sob o título de “Erros da Natureza” e “Amor Proibido”, após Dwai Esper adquirir os direitos da obra. Esse produto maldito da Metro, estúdio sinônimo de glamour e beleza, tem um pequeno trecho exibido em “Os Sonhadores”, de Bertolucci.

Na trama, ambientada em um circo de atrações bizarras, Cleópatra, uma bela trapezista, é amada pelo anão Hans. Ao saber da fortuna que Hans herdou, ela e o amante, Hércules, arquitetam um plano para se apossar da herança.

Versão definitiva, remasterizada e com mais de uma hora de extras, incluindo um inédito documentário sobre a criação do filme.

EXTRAS:
* Documentário Especial “Freaks: The Sideshow Cinema” (60 minutos)
* Especial com três finais alternativos (6 min.)

NELL

Dirigido por Michael Apted (“Nas Montanhas dos Gorilas”), o filme é um sensível estudo sobre um ser humano criado à margem da civilização – e as tentativas de socializá-lo.

Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme (drama), atriz dramática (Jodie Foster) e trilha sonora (Mark Isham). Por sua incrível transformação física no papel-título, Foster recebeu ainda sua quarta nomeação ao Oscar.

É a comovente história de Nell Kellty, jovem encontrada em uma cabana afastada, numa floresta da Carolina do Norte. Ela nunca teve contato com o mundo exterior, viveu apenas ao lado da mãe eremita e desenvolveu um dialeto próprio. Descoberta pelas autoridades locais, Nell passa a ser estudada pelo Dr. Jerome Lovell (Liam Neeson) e pela psicóloga Paula Olsen (Natasha Richardson). Os dois tentam ajudá-la a se adaptar na sociedade.

No desenrolar do filme, evidencia-se uma forma de comunicação universal – a linguagem humana, que envolve não só as palavras, mas os sentimentos e seus sinais não-verbais.

EXTRAS:
* Por trás das cenas.

UM DOS LANÇAMENTOS DO ANO EM DVD: “A TRILOGIA DA FRIEZA”, DE MICHAEL HANEKE

PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL, A COLEÇÃO REÚNE OS TRÊS PRIMEIROS LONGAS-METRAGENS DO ACLAMADO DIRETOR DE “A PROFESSORA DE PIANO” E “AMOR”.

Um dos cineastas mais importantes da Europa, Michael Haneke conquistou a Palma de Ouro duas vezes: por “A Fita Branca”, em 2009, e “Amor”, em 2012. Concorreu ainda ao Oscar de direção pelo segundo, considerado um dos melhores filmes dos anos 2000.

Haneke (ao lado de ISabelle Huppert) com a Palma de Ouro recebida por “A Fita Branca” em 2009

Nascido em Munique, mas naturalizado austríaco, Haneke nasceu em 23 de março de 1942, e cresceu no meio das artes por ser filho de um diretor e uma atriz. Estudou filosofia e psicologia em Viena, foi crítico de cinema e começou a carreira artística escrevendo roteiros para o teatro, migrando depois para a TV.

Sua estreia no cinema se deu com “O Sétimo Continente” (1989), retrato perturbador da alienação de uma família, que deu início à sua “Trilogia da Frieza“, recém-lançada em DVD com 3 cards e 1 hora de extras. Nesses trabalhos, ele revela sua visão niilista de mundo, mostrando com concisão cirúrgica a falta de comunicação e a indiferença no cotidiano de nossa sociedade. Seus filmes provocam incômodo – basta lembrar de “A Professora de Piano”(2001) e “Cachê” (2005) –, com seus rompantes de violência inesperada, de personagens que perderam o sentido da vida.

Segundo Haneke, “Falamos muito e não comunicamos nada”.

TRILOGIA DA FRIEZA

DISCO 1:

O SÉTIMO CONTINENTE (Der siebente Kontinent, 1989, 104 min.)
Com Birgit Doll, Dieter Berner, Leni Tanzer.

Baseado na história real de uma família alemã, o filme disseca a apatia e o isolamento de Georg e sua esposa Anna, além da filha Evi, que tem o costume de se fingir de cega. A família decide então alterar sua realidade e mudar para a Austrália.

DISCO 2:

O VÍDEO DE BENNY (Benny’s Video, 1992, 105 min.).
Com Arno Frisch, Angela Winkler, Ulrich Mühe.

Filho de pais ausentes, Benny é um adolescente de 14 anos obcecado em vídeos, que ele assiste o dia todo na TV e que também produz com sua câmera. Alienado do mundo exterior, ele não consegue mais distinguir o que é real ou representação, pois suas experiências são mediadas pela televisão e pelos vídeos.

DISCO 3:

71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO (71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls, 1994, 95 min.)

Na véspera do Natal de 1993, um estudante de 19 anos matou três pessoas numa agencia bancária em Viena e depois se suicidou com um tiro na cabeça. A seguir, 71 cenas mostram situações aparentemente prosaicas do dia a dia de cidadãos austríacos antes do massacre. Pessoas comuns da multidão, como um imigrante que acabou de chegar ao país, um casal que adotou uma menina, um universitário ou um velho solitário, entre outros personagens.

EXTRAS:

* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “O sétimo Continente” (16 min.)
* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “O Vídeo de Benny” (20 min.)
* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso” (23 min.)

10 LANÇAMENTOS EM DVD, DE DIFERENTES GÊNEROS E ESTILOS

HERANÇA DE SANGUE

Antes de dirigir o oscarizado “Até o Último Homem”, Mel Gibson estrelou este western moderno, no papel de um ex-presidiário que vive solitário até receber uma ligação da filha, desaparecida há anos. Começa a busca de redenção do protagonista que, em busca da filha, ira enfrentar uma gangue de bandidos mexicanos. Baseado no romance de Peter Craig, o longa tem direção do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”).

THE AFFAIR – 1ª TEMPORADA

Premiada com o Globo de Ouro de melhor série e atriz dramática (Ruth Wilson), a produção surpreende com um roteiro inteligente, narrado por dois pontos de vista — primeiro pelo marido, e depois por sua amante. Na trama, um professor de Nova York (Dominic West) sai de férias com a esposa (Maura Tierney ) e os filhos para Long Island. Lá, ele se envolve com uma garçonete (Wilson), mas nada é o que parece ser em “The Affair”, pois cada um conta A SUA verdade.

SALA VERDE

Filme sensação entre o público do Festival de Toronto em 2015, este violento thriller de baixo orçamento marca uma das últimas aparições de Anton Yelchin (1989–2016) na telona, antes de sua trágica morte, aos 27 anos. O jovem ator de “Star Trek” interpreta Pat, líder de uma banda de punk rock que entra numa fria após apresentação em um boteco tomado por neonazistas. Os músicos presenciam um crime no camarim e tornam-se alvos do público.

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (2016)

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP e premiado no Festival de Sundance, este drama histórico de ressonância contemporânea foi escrito, dirigido e estrelado por Nate Parker. Ele conta a história de Nat Turner, um escravo letrado e também pregador que liderou uma rebelião que se tornou um dos mais influentes atos de resistência contra a escravidão nos EUA. Nos extras, “Ergam-se: o legado de Nat Turner” e comentários do diretor.

ROBIN E MARIAN

Mais de uma década depois de se enfrentarem no clássico “Moscou Contra 007”, Sean Connery e Robert Shaw interpretam, respectivamente, Robin Hood e o cruel Xerife de Nottingham (Robert Shaw) nesta versão mais madura do famoso arqueiro. Vinte anos depois de sua luta épica contra o Príncipe John, Robin retorna das Cruzadas para reencontrar sua amada Marian (Audrey Hepburn). A direção é de Richard Lester (“Os Reis do Ié-Ié-Ié“).

A CONEXÃO FRANCESA

O cinema francês tem uma longa tradição de filmes policiais, de Jean-Pierre Melville a produções como “Inimigo Público nº 1” (estrelado por Vincent Cassel). O mais recente exemplar no gênero é “A Conexão Francesa“, com Jean Dujardin no papel de Pierre Michel, juiz determinado a desbaratar uma articulada quadrilha de traficantes de heroína que domina Marselha — e o tráfico para os Estados Unidos — na década de 1970.

OS CAVALEIROS BRANCOS

Dirigida e coescrita por Joachim Lafosse (“A Economia do Amor”), esta coprodução entre França e Bélgica é baseada na história real de uma ONG que teve suas ações na África questionadas. Vincent Lindon (de “O Valor de um Homem“) vive Jacques Arnault, presidente de uma ONG que auxilia crianças em dificuldade. Seu plano é resgatar 300 órfãos, vítimas da guerra civil em um país africano. Mas na hora de executar o plano, nada é como o previsto.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro passado, para divulgar este sensível relato de um homem atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado no filme por Valerio Mastandrea (de “A Primeira Coisa Bela”).

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BOYS

Realizado originalmente para a TV holandesa, o filme trata com sensibilidade do despertar da homossexualidade na adolescência. Sieger é um atleta de 15 anos de idade, em fase de treinamento para uma competição de revezamento. Sua rotina é alterada com a chegada de um novo membro da equipe, Marc. Os dois descobrem interesses em comum e se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro.

CLINT EASTWOOD DIRIGE TOM HANKS EM “SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON”

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR EDIÇÃO DE SOM, “SULLY” FOI INCLUÍDO NA LISTA DE 10 MELHORES FILMES DE 2016 DO NATIONAL BOARD OF REVIEW (EUA) E ACABA DE SAIR EM DVD E BLU-RAY NA 2001.

Baseado na autobiografia homônima escrita por Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow, 0 sóbrio drama dirigido por Clint Eastwood explora as consequências e diferentes pontos de vista em torno de um episódio real: o pouso forçado do Airbus A320 pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) em pleno rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro de 2009.

Como é de conhecimento público (não é um spoiler), a iniciativa foi bem sucedida, com todos os 155 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação transformou Sully em um grande herói nacional, mas sem isentá-lo de enfrentar um rigoroso julgamento interno, coordenado pela agência de regulação aérea dos Estados Unidos.

Hanks e o verdadeiro “Sully”

Com grande (e sutil) atuação de Hanks no papel principal, “Sully” extrai o máximo de uma história cujo final já é conhecido pelo público, recriando com realismo impressionante o pouso – e simulações do que poderia ter acontecido se o piloto optasse por outro local para pousar.

No elenco de apoio, Laura Linney interpreta a esposa do personagem, Aaron Eckhart seu copiloto, e Anna Gunn (da série “Breaking Bad”) uma das responsáveis pela investigação do caso.

EXTRAS: Sully Sullenberger – O homem por trás do milagre

MAIS FILMES DE CLINT EASTWOOD NA 2001:

J. Edgar (2011)
Menina de Ouro (2004)
Sobre Meninos e Lobos (2003)
Divida de Sangue (2002)
Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal (1997)
Coração de Caçador (1990)
O Destemido Senhor da Guerra (1986)
Bronco Billy (1980)
O Estranho Sem Nome (1973)

DOIS CLÁSSICOS ESTRELADOS PELO REI DA COMÉDIA, JERRY LEWIS

FÃS DO ATOR NÃO PODEM PERDER O LANÇAMENTO EM DVD DE DOIS FILMES ESTRELADOS PELO ATOR.

Joseph Levitch nasceu em 16 de Março de 1926 em Newark, New Jersey. Filho de um casal de artistas profissionais: o pai era reconhecido no mundo do entretenimento e a mãe tocava piano na rádio WOR nova-iorquina. Pelo exemplo familiar, Lewis estreou nos palcos com apenas cinco anos apresentando a canção “Brother, Can You Spare A Dime?” no famoso New York’s Borscht Circuit.

A associação com Dean Martin começou em julho de 1946 e a dupla transformou-se num sucesso. Durante uma apresentação no Copacabana em Nova York, o produtor hollywoodiano Hal Wallis estava na platéia e ofereceu para a dupla um contrato com a Paramount Pictures. Lewis e Martin realizaram seu primeiro filme em 1949: “Amiga da Onça”.  O auge da dupla ocorreu sob a direção de Norman Taurog (“O Meninão”, 1955) e Franklin Tashlin (“Artistas e Modelos”, 1955).

Tashlin realizaria ainda alguns outros clássicos cômicos com Jerry Lewis, já sem Dean Martin; entre eles: “Errado Pra Cachorro” (1964) – quem não se lembra das atrapalhadas do desajeitado empregado da loja de departamentos da família Tuttle? -, e “Bagunceiro Arrumadinho” (1955) – que acaba de chegar em DVD na 2001. “O Mensageiro Trapalhão”, de 1960, marcou sua estreia na direção. E, em 1963, voltar a ficar atrás das câmeras (e a estrelar) “O Professor Aloprado”, uma deliciosa reinvenção do clássico “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson.

Mais um dos adoráveis protagonistas atrapalhados de Lewis, em “Bagunceiro Arrumadinho

Lewis seguiu sua carreira sendo um dos mais bem pagos astros do show business norte-americano. Apesar disso, seu talento é mais reconhecido fora de seu país, principalmente na França. O cineasta francês Jean-Luc Godard, certa vez, disse: “Jerry Lewis é o único diretor americano que fez filmes numa escala progressiva, ele é muito melhor que Chaplin e Keaton”.

O astro é famoso também por suas ações humanitárias, chegou até a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e já arrecadou mais de 1,5 bilhão de dólares para as pesquisas sobre a distrofia muscular, doença da qual sofre há muitos anos.

BAGUNCEIRO ARRUMADINHO

Clássico de 1964 dirigido e coescrito por Frank Tashlin, em sua última parceria com Jerry Lewis, com quem trabalhou em inúmeras comédias, como “Bancando a Ama-Seca” (1958), “Cinderelo sem Sapato” (1960) e “Errado pra Cachorro” (1963).

Lewis interpreta mais um de seus adoráveis atrapalhados, Jerome Littlefield, que trabalha como atendente em uma clínica. Aspirante a médico, ele não consegue estudar Medicina, pois é muito sensível aos problemas dos pacientes. Assim, mesmo com a ajuda de sua namorada, a enfermeira Julie Blair (Karen Sharpe), ele acaba criando as maiores confusões, para desespero da administradora do hospital, a Dra. Jean Howard (Glenda Farrell).

Entre as cenas que entraram para a antologia de gags nonsense de Lewis, destaque para uma incrível perseguição com ambulâncias, um paciente sobre uma maca e a destruição de um supermercado.

BANCANDO A AMA-SECA

Um dos melhores filmes de Jerry Lewis nos anos 1950 – e uma raridade, já que quase todos os DVDs com o ator estão fora de catálogo no Brasil. Só recentemente foi lançado “De Caniço e Samburá” (1969), também disponível na 2001.

Exibido em sessão dupla com “A Canoa Furou” nos EUA, em 1963, a comédia tem direção e roteiro de Frank Tashlin, amigo pessoal de Lewis. O diretor e o astro trabalharam juntos em oito filmes, incluindo clássicos como “Cinderelo Sem Sapato” (Cinderfella, 1960) e “Errado pra Cachorro”(1963) – que traz a antológica cena em que Lewis simula usar uma máquina de escrever.

No clássico da Sessão da Tarde “Bancando a Ama-Seca”, Lewis dá vida à Clayton Poole, um atrapalhado “faz tudo”, ainda apaixonado por uma amiga de infância – Carla Naples (Marilyn Maxwell), agora uma atriz de sucesso.
Ao descobrir que está grávida, e que a notícia pode arruinar sua carreira, Carla lembra do velho amigo, que prometera fazer tudo por ela. Ingenuamente, Clayton aceita cuidar do bebê, até descobrir que, na verdade, ela teve trigêmeos!

Com cenas hilárias, entre elas a de Lewis com uma mangueira de jardim eoutra em que seu personagem encena programas dentro do tubo de uma televisão, o filme sai em DVD com a dublagem clássica da TV brasileira, com Nelson Batista fazendo a voz do inesquecível comediante.

EXTRAS:
* Entrevista com Jerry Lewis

“A CHEGADA”, PREMIADO COM O OSCAR, E MAIS LANÇAMENTOS NA 2001

VENCEDOR DA ESTATUETA DE MELHOR EDIÇÃO DE SOM NA ÚLTIMA CERIMÔNIA DO OSCAR, “A CHEGADA” CONFIRMA DENIS VILLENEUVE COMO UM DOS MELHORES CINEASTAS DA ATUALIDADE. E TRAZ AMY ADAMS VIVENDO MAIS UMA MULHER FORTE EM MEIO À ADVERSIDADE.

O filme concorreu em mais 7 categorias do Oscar: melhor filme, direção, roteiro adaptado, fotografa, montagem, design de produção e mixagem de som. Considerada o eixo emocional da trama, Amy Adams concorreu ao Bafta, ao Globo de Ouro e ao SAG Awards, mas inesperadamente ficou de fora da lista de finalistas da Academia – uma das grandes injustiças do Oscar deste ano.

Aclamado por público e crítica, “A Chegada” é uma adaptação do conto “Story of your Life”, de Ted Chiang, publicado no Brasil sob o título “História da sua vida e outros contos” (Ed. Intrínseca, 2016).

É também mais uma bem sucedida incursão de Villeneuve no cinema de gênero. Depois de ter feito sucesso no circuito de arte com o drama “Incêndios”, o cineasta canadense passou a dirigir thrillers como “Os Suspeitos” (2013), “O Homem Duplicado” (2013) e “Sicário – Terra de Ninguém” (2015) – disponível em DVD na 2001.

Em “A Chegada”, 12 misteriosas naves de formato oval pairam sobre diferentes países da Terra, imóveis no ar. Nos EUA, a linguista Louise Banks (Amy Adams) é chamada pelos militares para decodificar os sinais transmitidos pelo alienígenas e desvendar se eles representam uma ameaça. Em busca de respostas, Banks arrisca a própria vida – e o futuro da humanidade.

Em alta em Hollywood, Villeneuve dirige atualmente mais uma ficção-científica, “Blade Runner 2049″ (continuação do cult de 1982) e já foi confirmado à frente da nova versão de “Duna”, clássico sci-fi escrito Frank Herbert.

E MAIS LANÇAMENTOS NA 2001:

O MAR DE ÁRVORES

Inédito nos cinemas brasileiros, este é o mais recente longa-metragem de Gus Van Sant (“Drugstore Cowboy“, “Milk”) e concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2015. Meditativo, o drama narra a trajetória de Arthur (Matthew McConaughey), um homem que decide ir à floresta Aokigahara, localizada aos pés do Monte Fuji, para se suicidar. Naomi Watts e Ken Watanabe completam o elenco.

MICHELLE E OBAMA

Produção de baixo orçamento, o filme romantiza o início da relação do ex-presidente e da ex-primeira-dama dos EUA, no verão de 1989. Então com 27 anos, Barack Obama (Parker Sawyers) era um calouro da faculdade de Direito de Harvard e começou a trabalhar como estagiário em um escritório de advocacia de Chicago. Lá, conheceria a jovem advogada Michelle Robinson (Tika Sumpter), e o resto é história. Exibido no Sundance Film Festival do ano passado.

UMA JANELA PARA O CÉU

Indicado ao Oscar de melhor canção original em 1976, este drama comovente conquistou o público na época de seu lançamento, com uma história de superação baseada em fatos reais. Aos 18 anos, Jill Kinmont (Marilyn Hassett, premiada com o Globo de Ouro de revelação) é um dos grandes talentos americanos no esqui e todos a apontam como favorita para vencer nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1956. Mas uma tragédia muda sua vida para sempre.

CHOCOLATE (2016)

Um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês 2016 o filme resgata a história real do primeiro palhaço negro – Chocolat (interpretado por Omar Sy, de “Intocáveis”) – a ganhar fama na capital parisiense. Ex-escravo de origem cubana, ele fugiu para a França no final do século XIX e se tornou uma estrela com a ajuda de seu parceiro Tony Grice, conhecido como o palhaço Footit (James Thiérrée, neto de Charles Chaplin).

HOMENS DE CORAGEM

A verdadeira história da equipe USS Indianapolis, que está presa no mar das Filipinas por cinco dias após entregar as armas atômicas que ajudaram no fim da Segunda Guerra Mundial. Enquanto esperam o resgate, eles passam fome, sede e ataques de tubarão. Aventura de guerra ambientada em 1945, com direção de Mario Van Peebles (“Boss”, “Empire“) e Nicolas Cage encabeçando o elenco.

Z NATION – 1ª TEMPORADA

A febre dos zumbis continua nesta série que vem agradando aos fãs do gênero – inclusive, bateu recordes em sua estreia nos EUA. Três anos após um vírus zumbi ter destruído os Estados Unidos, um grupo tenta transportar o único sobrevivente conhecido da praga, de Nova York para a Califórnia. O objetivo é levá-lo até o último laboratório em funcionamento, a fim de coletar seu sangue para uma possível vacina.

MR. ROBOT – 2ª TEMPORADA

Uma das séries mais inteligentes (e cult) da atualidade, “Mr. Robot” continua a história de Elliot (Rami Malek, premiado com o Emmy pelo papel em 2016 ), um hacker anti-social que odeia seu trabalho numa empresa de segurança cibernética. Indicada ao Globo de Ouro de melhor ator (Malek) e ator coadjuvante (Christian Slater) neste ano, a segunda temporada mostra as consequências do envolvimento do protagonista com Mr. Robot e seu grupo de “hacktivistas”.

O QUARTO DOS ESQUECIDOS

Diretor do suspense “Paranoia“, D.J. Caruso conduz este longa de horror psicológico baseado em fatos verídicos ocorridos em Rhode Island, nos Estados Unidos. Na ficção, Dana (Kate Beckinsale, de “Anjos da Noite – Guerras de Sangue”) e seu marido passam por uma tragédia e decidem se mudar para uma área rural junto do filho Lucas. Arquiteta, ela planeja reformar a nova casa, até que percebe a existência de um quarto escondido, que não constava na planta.

FALLEN – O FILME

Dirigido por Scott Hicks (do oscarizado “Shine – Brilhante”), o longa é baseado no primeiro livro da saga criada pela norte-americana Lauren Kate. Na trama, a jovem Lucinda Price (Addison Timlin) é acusada de ter provocado a morte do namorado e vai para um reformatório, onde se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine, revelado em “Cavalo de Guerra“), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios. Em DVD e Blu-ray.

CHEGOU “O CINEMA DE ORSON WELLES”, COLEÇÃO COM 6 CLÁSSICOS DO DIRETOR

“O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.“ – Orson Welles

COM 3 DISCOS, O BOX É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA CONHECER MAIS TRABALHOS DO GENIAL CRIADOR DE “CIDADÃO KANE”.

Ator, diretor, produtor e roteirista, Orson Welles (1915-1985) ficou imortalizado por “Cidadão Kane”, que lhe valeu o Oscar de melhor roteiro original (coescrito por Herman J. Mankiewicz) em 1942. Considerado pela crítica uma obra-prima, o clássico encabeça há décadas a maiorias das listas de melhores filmes de todos os tempos.

Em seguida, Welles dirigiu “Soberba”, indicado ao Oscar de melhor filme, atriz coadjuvante, fotografia em preto e branco e direção de arte em p&b. O longa não provocou o mesmo impacto de “Kane”, mas com o tempo foi reavaliado e hoje é considerado um dos melhores trabalhos do diretor. Apaixonado pela literatura e pelo teatro, Welles era um homem das artes, um inconformista que entrou em brigas homéricas com os estúdios de Hollywood.

Muitos de seus projetos no cinema tiveram dificuldade para conseguir financiamento, ou eram editados à sua revelia. Ainda assim, ele conseguiu impor sua visão autoral mesmo em filmes de gênero, como “O Estranho” (1946) e “A Dama de Shangai” (1947), criando sequências antológicas.

O CINEMA DE ORSON WELLES

Recém-lançada pela Versátil, a coleção traz, além de “Soberba” e “A Dama de Shangai”, o inventivo “Grilhões do Passado” (1955, também conhecido como “Mr. Arkadin”), sua versão expressionista de “O Processo” (1962), o híbrido de documentário “Verdades e Mentiras” (1973) e o inacabado “É Tudo Verdade” (1942/1993, filmado no Brasil), todos em inéditas versões restauradas. Além dos seis títulos, vale a pena conferir as mais de duas horas de vídeos extras – incluindo cenas excluídas, entrevistas e making of.

DISCO 1:

O PROCESSO (The Trial, 1962, 119 min.)
Com Anthony Perkins, Romy Schneider, Jeanne Moreau, Orson Welles.

Josef K. acorda um dia e se vê com a polícia em seu quarto. Após ser preso e responder a umprocesso, passa a investigar o motivo de estar sendo investigado. Brilhante e originaladaptação, de inspiração expressionista, do romance de Franz Kafka.

A DAMA DE SHANGAI (The Lady from Shanghai, 1948, 87 min.)
Com Orson Welles, Rita Hayworth, Everett Sloane.

Fascinado pela beleza da Sra. Bannister, o marujo Michael vai trabalhar em um iate e acaba envolvido numa complexa trama de assassinato. Fascinante e polêmico filme noir de Welles com uma das cenas mais famosas do cinema.

DISCO 2:

VERDADES E MENTIRAS (F for Fake, 1973, 88 min.)
Com Orson Welles, Oja Kodar, François Reichenbach.

Um possível falso documentário sobre um falsário biógrafo de outro falsário. Mesclando ficção e realidade em uma reflexão complexa sobre a natureza da arte e da ilusão, Welles realiza uma obra-prima atemporal e impressionante.

GRILHÕES DO PASSADO (Mr. Arkadin, 1955, 98 min.)
Com Orson Welles, Peter van Eyck, Michael Redgrave.

Sofrendo de amnésia, o milionário Sr. Arkadin contrata um detetive para investigar seu passado. Quando a investigação revela a sórdida origem de sua fortuna, testemunhas começam a morrer. Uma das obras mais ousadas e subestimadas de Welles.

DISCO 3:

SOBERBA (The Magnificent Ambersons, 1942, 88 min.)
Com Tim Holt, Joseph Cotten, Agnes Moorehead, Anne Baxter.

Na Indianápolis do final do século XIX, a família Amberson tem dificuldades para lidar com as mudanças a seu redor. Apesar de mutilada pela RKO contra a vontade de Welles, “Soberba” é uma monumental obra-prima e mais uma prova do gênio de seu diretor.

É TUDO VERDADE (It’s all true, 1942/1993, 85 min.)
Baseado num filme inacabado de Orson Welles.

Em 1942, Welles veio ao Brasil fazer um filme sobre a cultura local, porém o projeto ficou inacabado. Este documentário conta porque o filme não foi concluído, além de mostrar as lendárias cenas gravadas por Welles em nosso país.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Análise de “Soberba” (20 min.)
* Entrevista de Orson Welles (31 min.)
* Sobras de filmagem de “Grilhões do Passado” (19 min.)
* Making of de “A Dama de Shangai” (20 min.)
* Comentários em áudio para “A Dama de Shangai” e “Soberba” (175 min.)
* Entrevista de Clifford Irving sobre “Verdades e Mentiras” (9 min.)
* Introdução de Peter Bogdanovich para “Verdades e Mentiras” (6 min.)
* Trailers (22 min.)
* Cena excluída de “O Processo” (6 min.)

A ARTE DE ABEL FERRARA E FEDERICO FELLINI

MAIS DOIS VOLUMES DA SÉRIE DA VERSÁTIL DEDICADA A GRANDES DIRETORES: UM COM O CINEMA MARGINAL DO NOVA-IORQUINO ABEL FERRARA, E O OUTRO COM TRÊS FILMES DO MESTRE ITALIANO MAIS DOCUMENTÁRIO SOBRE “SATYRICON”.

A ARTE DE ABEL FERRARA

DVD duplo reunindo 4 filmes do cineasta em versões restauradas: “Os Chefões”, “O Rei de Nova York”, “Sedução e Vingança” e “Inimigos pelo Destino”.

Nascido no Bronx, Ferrara começou a dirigir curtas underground no início dos anos 1970, realizando em seguida thrillers trash violentos como “O Assassino da Furadeira” (1978) e “Sedução e Vingança” (1981).

Chamado de cineasta “maldito”, em razão de seu notório vício em drogas, de suas produções fora dos padrões e de seus personagens decadentes, o cineasta mudou de status com “O Rei de Nova York” (1990) e “Vício Frenético” (1992), indicados a prêmios em festivais.

À margem da indústria hollywoodiana, Ferrara tem dirigido nos últimos anos coproduções com a Europa, como “Bem-Vindo a Nova York” e “Pasolini”. Em 2012, foi homenageado com uma retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil.

DISCO 1:

O REI DE NOVA YORK (“King of New York”, 1990, 103 min.)
Com Christopher Walken, David Caruso, Laurence Fishburne.

Nessa releitura sangrenta da história de Robin Hood, ex-chefão sai da prisão determinado a recuperar o controle do tráfico para distribuir os lucros entre os mais pobres. Esse cult é um dos pontos altos da carreira de Ferrara.

SEDUÇÃO E VINGANÇA (Ms .45, 1981, 81 min.)
Com Zoë Lund, Bogey, Albert Sinkys.

Após ser violentada duas vezes no mesmo dia, uma costureira muda e tímida enlouquece e passa a matar homens nas ruas de Nova York com sua pistola calibre .45. Um filme de vingança perturbador e extremamente atual.

DISCO 2:

OS CHEFÕES (The Funeral, 1996, 95 min.)
Com Christopher Walken, Chris Penn, Annabella Sciorra.

Nova York, 1930. Uma poderosa família mafiosa se vê no meio do fogo cruzado entre sindicalistas e brutais chefes corporativos. Aclamada no Festival de Veneza, onde ganhou o prêmio de ator coadjuvante (para Chris Penn), esse é um dos melhores trabalhos de Ferrara.

INIMIGOS PELO DESTINO (China Girl, 1987, 91 min.)
Com James Russo, Richard Panebianco, Sari Chang.

Atualização da história de Romeu e Julieta nas ruas de Nova York. Um rapaz italiano e uma moça chinesa se tornam amantes, causando um trágico conflito entre gangues locais. Um dos filmes mais subestimados do diretor.

EXTRAS:
* Depoimentos de Abel Ferrara (61 min.)
* Trailers (5 min.)

A ARTE DE FEDERICO FELLINI

Iniciado no cinema por Roberto Rossellini, com quem co-roteirizou “Roma, Cidade Aberta” e “Paisà”, Fellini (1920-1993) é considerado um dos maiores nomes do cinema italiano, com seu estilo único e onírico, que pode ser observado nos três filmes (restaurados) que compõem a coleção. Além deles, o box com 2 discos apresenta “Ciao, Federico!”, documentário sobre os bastidores de “Satyricon”.

DISCO 1:

SATYRICON DE FELLINI (Fellini Satyricon, 1969, 128 min.)
Com Martin Potter, Hiram Keller, Max Born.

Na Roma de Nero, o jovem Encolpio lamenta a perda de seu amante, Gitone, para o melhor amigo, Ascilto. Onírico, extravagante, psicodélico, erótico e brutal, “Satyricon” é um retrato fascinante da decadência do Império Indicado ao Oscar de melhor direção em 1971.

CIAO, FEDERICO! (Idem, 1970, 60 min.)
De Gideon Bachmann. Com Federico Fellini, Capucine, Giulietta Masina.

Fascinante documentário sobre os bastidores das filmagens de “Satyricon”, registrando o anárquico processo de criação felliniana e a relação do diretor com seu elenco, além da criativa utilização dos cenários.

DISCO 2:

ROMA DE FELLINI (“Roma”, 1972, 120 min.)
Com Brita Barnes, Anna Magnani e Peter Gonzales Falcon.

Um filme-memória-tributo sobre a capital italiana que intercala relatos ficcionais da juventude de Fellini e de sua chegada à cidade com cenas da época das filmagens, e a busca do diretor por uma Roma mítica.

A VOZ DA LUA (“La Voce della Luna”, 1990, 118 min.)
Com Roberto Benigni, Paolo Villaggio e Nadia Ottaviani.

O lunático Salvini observa o mundo de maneira diferente, procurando sempre achar o seu lado poético, como se a lua o guiasse. Estrelado pelo comediante Roberto Benigni (“A Vida É Bela”), esse foi o último filme do mestre.

EXTRAS:
* “Fellini e Petrônio” (24 min.)
* Cenas excluídas de “Roma” (17 min.)
* Trailers (8 min.)

MAIS FELLINI NA 2001:

Entrevista (1987)
Cidade das Mulheres (1980)
Ensaio de Orquestra (1978)
Casanova de Fellini (1976)
Amarcord (1973)
Os Palhaços (1970)
Histórias Extraordinárias (1968) episódio “Toby Dammit”
Julieta dos Espíritos (1965)
Fellini 8 E 1/2 (1963) DVD e Blu-ray
Boccaccio 70 (1962) episódio “As Tentações do Dr. Antonio”
Noites de Cabiria (1957)
A Trapaça (1955)
Amores na Cidade (1953) episódio “Agência Matrimonial”
Abismo de um Sonho (1952)
Mulheres e Luzes (1951)

CONHEÇA O “DOUTOR ESTRANHO”, NOVO SUCESSO DA MARVEL

INDICADO AO OSCAR 2017 DE MELHORES EFEITOS VISUAIS, O FILME CONSEGUIU BOAS CRÍTICAS E ÓTIMA BILHETERIA, COM QUASE 5 MILHÕES DE ESPECTADORES NO BRASIL.

Dirigido e coescrito por Scott Derrickson (“O Exorcismo de Emily Rose”, “A Entidade“), concorreu ainda ao prêmio Bafta, da Inglaterra, nas categorias de melhor design de produção, maquiagem e efeitos visuais.

Considerado pela crítica o mais psicodélico longa-metragem produzido pela Marvel, “Doutor Estranho” é baseado nos quadrinhos criados por Stan Lee e Steve Ditko em 1963.

Na trama, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch, de “O Jogo da Imitação”) é um famoso e egocêntrico neurocirurgião de Nova York que sofre um terrível acidente de carro. Incapaz de utilizar as mãos no trabalho, ele procura inúmeros tratamentos até encontrar um misterioso lugar chamado Kamar-Taj – a linha de frente de uma batalha contra forças invisíveis, empenhadas em destruir nossa realidade. Lá, ele passa por um rigoroso treinamento físico, mental e espiritual com a Anciã (Tilda Swinton), que o introduz nas artes místicas.

O elenco também conta com Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Mads Mikkelsen (da série “Hannibal”), que interpreta o vilão Kaecilius.

Filmado em Londres, Nova York, Katmandu e Hong Kong, a superprodução impressiona pelo visual, sobretudo em 3D, com cenas repletas de jogos de espelhos e efeitos que remetem ao trabalho do ilustrador M.C. Escher, como em “A Origem”.

Edições em DVD, Blu-ray e BD 3D repletos de extras, com comentários em áudio do diretor, cenas inéditas e estendidas, erros de gravação etc.

CURIOSIDADES:

* “Doutor Estranho” é o segundo da chamada “Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel” (o primeiro foi “Capitão América: Guerra Civil”), que tem como objetivo apresentar novos personagens ao público.

* Benedict Cumberbatch foi a primeira escolha para viver o Doutor Estranho, mas inicialmente recusou a oferta, pois estava comprometido com o papel de Hamlet no teatro. Joaquin Phoenix foi escolhido em seu lugar, mas também declinou. Só que, com o adiamento das filmagens e a data de lançamento nos cinemas americanos transferida de julho para novembro de 2016, Cumberbatch conseguiu conciliar sua agenda para estrelar o filme.

* Antes da polêmica escalação da inglesa Tilda Swinton, escolhida para viver uma versão feminina do “Ancião” (um personagem de aparência asiática), Morgan Freeman, Ken Watanabe e Bill Nighy foram cogitados para o papel.

* Criadores do personagem nos quadrinhos, Steve Ditko e Stan Lee basearam a aparência do Doutor Estranho no ator Vincent Price, famoso por seus papéis em clássicos de terror.

* Mágicos ilusionistas da literatura “pulp”, a arte de Salvador Dalí e o misticismo do Oriente estão entre as referências usadas na criação do personagem.